terça-feira, 12 de junho de 2007

Como dizer?

Temos tanto a dizer e temos que confessar que, às vezes, não sabemos como.

Domingo passado, no caminho para a igreja, encontrei um senhor muito simpático na rua, que me perguntou se eu estava indo à igreja (deve ter deduzido isso ao ver a bíblia na minha mão). Trocamos algumas palavras e resolvemos ir à igreja juntos. Ele está na cidade procurando algumas oportunidades de emprego. Realmente, um senhor muito simpático. Aliás, ele se recusa a ser chamado de senhor. Apesar de ter meia-idade, ele tem o espírito jovem.

No final daquela manhã, eu queria muito indicar um bom emprego para ele. Porém, eu sabia onde. Mas ele tem um bom currículo e logo estará empregado.

Formei no início do ano, e da mesma forma que eu, tenho colegas que almejam um cargo público. Se eu pudesse facilitar esse desafio de passar em um concurso, eu o faria.

Tenho alguns amigos que desabafam comigo seus conflitos amorosos. Eu gostaria muito de lhes dar um conselho correto, que aliviasse a tristeza e ensinasse algo importante, respeitando a fragilidade do momento.

Tenho alguns familiares que passam por dificuldades financeiras e outros que sempre viveram de modo muito simples. Se eu já estivesse trabalhando, tentaria dividir um pouco com eles.

Infelizmente, não posso ajudar as pessoas como eu gostaria. Mas isso não me impede de tentar. Se não nos atentarmos para a necessidade dos mais próximos, ficará ainda mais difícil ajudarmos um faminto desconhecido na rua.

O evangelho de Jesus me inspira a ajudar. Ele fez tanto por nós, mesmo não recebendo nada em troca. Eu gostaria de ajudar as pessoas em suas necessidades, mas, principalmente, eu gostaria que elas tivessem um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, de modo que aprendam com seu estilo de vida, a fim de agradarem a Deus numa vida de serviço e amor ao próximo.

Realmente é melhor dar do que receber. E eu faço tão pouco pelos outros. Meu desejo é poder trabalhar para sustentar a mim e minha família e para ter como acudir quem precisa. Falando assim, até parece que sou muito bom. Pelo contrário, eu sou muito egoísta. Mas, aprendo isso com Jesus.

Tomara que eu consiga viver assim. Atento às necessidades do meu próximo. Não para conseguir algo em troca, mas para viver como Jesus. Só pelo prazer de ajudar.

Sei que será muito difícil. Conheço meu egoísmo e minhas limitações. Mas vou tentar. Quero muito que as pessoas ouçam o que um dia me falaram. Talvez - pensando mais nos outros - talvez essa seja a forma de acreditarem no que parece "inacreditável": a realidade do amor de Deus por nós. Como eu queria que isso não soasse como religiosidade!

Meu desejo é dizer para todos a respeito do nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo Jesus. Conhecer isso é a maior necessidade dos homens. Mas como explicar? Como dizer?

Quem sabe se eu tentar viver como Jesus, ajudando as pessoas em suas necessidades, eu consiga transmitir para meus colegas, amigos e familiares essa grande mensagem, que, às vezes, fica tão difícil e até desnecessário colocar em palavras.

Como já dizia Santo Agostinho:"Anuncie Jesus a todo tempo; se preciso, use palavras."

Um comentário:

jesse dias disse...

Até hoje não descobri se é de Agostinho ou de Francisco de Assis, mas creio que é o segundo.

Amigo, nessa era da informação o falar se torna cada vez menos significante. É algo completamente vazio e estéril, se não vem acompanhado da ação, do viver.

Deus nos ajude a viver Cristo...

Saudades...